terça-feira, 15 de outubro de 2013

Barrar o leilão do nosso petróleo para defender os interesses nacionais!


         Está marcado para o dia 21 de outubro um dos maiores ataques à nossa soberania nacional. O governo Dilma, subserviente aos interesses das multinacionais do petróleo, pretende realizar o chamado leilão da bacia petrolífera de Libra, no qual serão vendidas às empresas estrangeiras as reservas do Pré-sal deste campo localizado no litoral paulista. O campo de Libra é a maior descoberta de petróleo da história do país. Estima-se que exista entre 12 a 15 bilhões de barris de petróleo, o que representa cerca de R$ 3 trilhões de reais. Essa riqueza toda será leiloada por um 'bônus' de apenas R$ 45 bilhões que as empresas pagarão à União. E isso num momento em que é divulgado um vergonhoso esquema de espionagem do imperialismo norte-americano sobre a Petrobrás e o governo brasileiro.
            Em 60 anos de história, completada no último dia 3 de outubro, a Petrobras produziu 15 bilhões de barris de petróleo, ou seja, o mesmo volume que apenas o Campo de Libra  pode conter. O leilão encheu os olhos da burguesia internacional.
            Ao invés desta descoberta ser tratada como uma possibilidade de resolver problemas históricos que afligem o povo brasileiro, como o caos nos serviços públicos (educação, saúde, transporte e saneamento), a reforma agrária, o enorme déficit habitacional e os baixos salários, o governo escancara sua política entreguista sem o menor pudor, como na declaração do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel que, após se reunir com investidores em Nova Iorque, afirmou “o governo colocou em oferta pública o maior pacote de concessões na história do Brasil. Nem no tempo do Império, da Colônia, houve uma oferta tão grande. Então o objetivo nosso aqui é mostrar isso ao investidor americano, às grandes empresas, aos grandes bancos e fundos".
            A privatização da Petrobrás, tão combatida nos discursos de Dilma na campanha de 2010, já é uma realidade há muitos anos, pois a maioria do capital da Petrobras (cerca de 60%) está nas mãos de investidores privados. O Estado tem apenas 32,8% das ações e a maioria do capital votante, o que permite o controle administrativo da empresa. Porém, quem fica com os lucros são os grandes acionistas internacionais. Além disso, já houve a privatização e a extinção de várias empresas subsidiárias do sistema Petrobras e a empresa perdeu o monopólio de extração do petróleo, com uma mudança na Constituição em 1995, o que abriu espaço para as multinacionais do setor. A mudança no marco regulatório do PSDB para o modelo do PT, isto é, do regime de concessão para o regime de partilha, não reverteu em nada o processo deletério que se abate sobre os trabalhadores da empresa. O resultado dessa política foi o aumento da superexploração dos trabalhadores. A Petrobras chegou a ter 63 mil trabalhadores no início dos anos 1970, mas com a política privatista, baixou para 39 mil em 1998. Atualmente tem por volta de 70 mil operários contra mais de 300 mil terceirizados que recebem salários menores, trabalham mais horas e não possuem os mesmos direitos trabalhistas e sindicais.
            Em nosso Estado, a recente descoberta das jazidas de gás natural e petróleo na costa de Salinópolis foi leiloada por apenas R$ 10 milhões para empresas como a Queiroz Galvão, Pacific Brasil e OGX. Toda essa riqueza poderia ser utilizada para reduzir o valor dos combustíveis e baratear o preço dos alimentos. Belém tem uma das cestas básicas mais caras do país em função do frete que é encarecido pelo alto valor do diesel e da gasolina. O governo do estado do Pará investe o equivalente a R$ 0,33 centavos por habitante/dia, ou seja, um baixíssimo nível de investimento, o que é responsável pelo caos social nos serviços públicos e pela extrema pobreza que aflige milhões de paraenses. O Brasil conquistou a auto-suficiência, mas isso não representou melhorias na vida da população exatamente por conta do modelo privatista adotado pelo governo. Na Venezuela, o litro da gasolina custa apenas US$ 0,02 e na Bolívia R$ 1,20. De que adianta, portanto, ter descobertos gigantes reservas petrolíferas e ter conquistado a auto-suficiência se isso não representa redução no preço dos combustíveis, do transportes e dos fretes?
            Ao invés de interromper a entrega do nosso petróleo, os governos do PT deram seqüência aos leilões. De um total de 11 leilões, Dilma e Lula realizaram seis leilões, contra cinco de FHC.
A classe trabalhadora brasileira está chamada a defender nossas riquezas e nossos interesses nos próximos dias. Os movimentos sociais,  o movimento sindical e a juventude estão organizando manifestações nacionais para barrar o leilão de Libra. Dias 17/10 e 21/10 serão dias de mobilização contra este crime de lesa-pátria. É preciso ir às ruas para impedir um dos maiores crimes contra a soberania nacional.
            Seria possível atender grande parte das reivindicações das ruas se a nossa maior empresa, a Petrobras, fosse 100% estatal e seus resultados estivessem a serviço dos interesses da classe trabalhadora e da melhoria nos serviços públicos. Isto significa revogar todas as medidas neoliberais e privatistas encampadas pelo PSDB e PT, restabelecendo o monopólio estatal do petróleo através da suspensão dos leilões de licitação e integração de toda a cadeia produtiva da empresa sob o controle Estatal: exploração, produção, transporte, refino, importação/exportação, distribuição e petroquímica. Uma Petrobras 100% estatal seria um instrumento fundamental de aplicação das políticas que garantissem a soberania nacional e a melhoria nas condições de vida da população trabalhadora. Sigamos o exemplos dos professores do Rio de Janeiro e do Pará  para retomarmos as grandes manifestações das jornadas de junho em defesa de nossas riquezas e de uma agenda política que priorize os interesses de quem produz a riqueza em nosso país que são os trabalhadores. Todos às ruas no dia 17/10 para barrarmos o leilão do nosso petróleo!

Cleber Rabelo, operário da construção civil e vereador de Belém pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mandato operário garante aprovação de emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias do Município que estabelece a aquisição de 05 novos veículos para a FUNPAPA


Foi aprovado na manhã de hoje na Câmara Municipal de Belém a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do município que estabelece as metas e a destinação do orçamento anual do período de 2014.

Dentre as propostas aprovadas pelo vereador Cleber Rabelo PSTU, apenas duas emendas foram aprovadas. Uma que estabelece ao Objetivo 0001.11 - CONSOLIDAR A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - a modificação da meta, e estabelece a aquisição de 05 novos veículos para a FUNPAPA (Fundação Papa João XXIII).

De acordo com a justificativa o vereador coloca sua preocupação com o desgaste dos veículos existentes, e a insuficiência do quantitativo atual para a atual e futura demanda do atendimento realizado pelo órgão que desenvolve atividades de amparo e proteção de populações que vivem em situação de risco pessoal e social causados pela pobreza, abandono ou isolamento familiar.

Outra modificação de meta alterada é relacionada ao Objetivo 0001.3 - GARANTIR E AMPLIAR O ACESSO À ATENÇÃO AMBULATORIAL ESPECIALIZADA E HOSPITALAR - de acordo com a proposta aprovada fica estabelecido a realização de um estudo mais detalhado sobre as necessidades de atendimento ambulatorial, especializado e hospitalar do município.

Para o vereador essa foi mais uma vitória importante do mandato para garantir a renovação e a modificação do atendimento dos serviços prestados pela Prefeitura à população de Belém, principalmente a aquelas mais carentes que dependem diariamente desses órgãos de assistência social. Para o vereador a luta ainda não acabou é preciso agora garantir que seja incluído essa meta na Lei Orçamentária Anual (LOA) que deverá ser encaminhada à CMB até o final do mês.

A LOA 2014 é quem de fato direciona o recurso final para a aquisição e a aplicação das metas da LDO. Logo mais estaremos publicando na íntegra todas as emendas aprovadas na votação de hoje que segue para sanção do prefeito Zenaldo Coutinho.

#assessoriapstu

Chega de repressão aos trabalhadores em educação! Fora Cabral e vá com Paes!

O grande ato de ontem (07/10/13) em apoio à luta dos trabalhadores em educação do Rio de Janeiro contra o PCCR da Prefeitura que retira direitos representou um novo símbolo da situação política aberta em junho no país. Tal como no início das manifestações das jornadas de Junho, de um lado temos os trabalhadores e jovens lutando por dignidade para os trabalhadores e melhorias nos serviços públicos, como a educação, e de outro todo o aparato repressivo de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, ambos do PMDB, contra os manifestantes e sua luta. Um país cujos governantes mandam bater em professores que lutam por educação de qualidade não pode ter futuro. Cabral e Paes, chega de repressão aos trabalhadores em educação. Lutar não é crime. Lutar é um direito! 


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Categorias unificadas realizam ato contra os ataques dos governos e patrões

No início da semana, diversas categorias em luta foram às ruas de Belém em um grande ato unificado. Trabalhadores e trabalhadoras dos correios, bancários, educadores do estado, servidores da Adepará, Susipe, Detran e operários da Construção Civil (entre outros) marcharam até o Centro Integrado de Governo, na Avenida Nazaré, para dizer que não estão dispostos a aceitar o arrocho salarial e as péssimas condições de trabalho impostas pelos patrões e pelos governos, tanto municipal, quanto estadual e federal.
Os bancários estão em greve desde o ultimo dia 19, e os trabalhadores dos correios estão em uma forte greve nacional. Já os trabalhadores em educação do estado também estão de braços cruzados e exigem que o governador pague o piso salarial nacional. Os servidores do Detran estão em mobilização contra a militarização da fiscalização do trânsito, revindicando a abertura de concursos públicos urgente. Também se somaram a eles os servidores da ADEPARA em greve a mais e um mês. E pra não deixar de fora: Trabalhadores operários da construtora Cyrela realizaram pelo sexto dia mais uma paralisação em busca de melhorias e na luta contra as péssimas condições de trabalho na empresa que vão desde a água quente e barrenta à comida que vem estragada e muitas vezes falta.
O vereador Cleber Rabelo (PSTU) também esteve presente na manifestação e deixou o apoio de seu mandato às categorias. Para ele, é preciso unificar as lutas contra a política dos governos e o ataque aos patrões e o ato foi, além de um grande exemplo disso, um momento importante da luta de classe no estado.  "É inaceitável que os banqueiros em nove meses, tenham lucrado mais de R$ 30 bilhões de reais, enquanto os trabalhadores sofrem com a inflação em nosso país. Pais e mães de família que precisam todos os dias levantar cedo para trabalhar, enfrentando esse trânsito caótico, muitas vezes sem o direito de adoecer, por que não se sabe se vai ter médico ou medicamentos nos postos de saúde. É preciso inverter essa lógica! É preciso mudar os valores de nossa sociedade em que os 'mascarados' são presos enquanto os políticos de terno e gravata e de cara limpa, roubam nosso dinheiro e ainda são chamados de vossa excelência. Precisamos dar uma basta na criminalização dos movimentos sociais”, disse.
Rabelo ainda criticou a parceria entre o governo do estado, de Simão Jatene e o governo do município, de Zenaldo Coutinho, ambos do PSDB. Mas alertou que o governo federal, encabeçado por Dilma Rousseff (PT) não é tão diferente assim.
Aqui no estado existe uma parceria entre Zenaldo e Jatene para atacar os trabalhadores. Enquanto Jatene não atende o PCCR dos trabalhadores em educação, por exemplo, ainda é acusado de inúmeras falcatruas. O PSDB é um partido que governa para os ricos e, por isso, é um governo privatista que vendeu a CELPA e ainda estamos pagando a conta (recentemente a conta de energia aumentou em 11%). Mas o governo federal também se esconde atrás da proposta da Fenaban, dos governadores que não pagam o piso salarial nacional dos professores, e também segue a política de privatizações, onde já foram estradas, portos e aeroportos e agora, estão entregando uma das nossa maiores riquezas já encontradas: o petróleo, através do leilão do megacampo de Libra, na bacia de Santos”.
O vereador acredita na necessidade dos trabalhadores de estarem unidos para enfrentar todos esses ataques.  E o nosso mandato vem contribuir nesse sentido. Fortalecendo as lutas e organizando os trabalhadores para construção de uma nova sociedade. Uma sociedade socialista, mais justa e menos desigual!”