terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tragédia em Belém tem culpado e deve ser punido!


No começo de 2011 os trabalhadores foram surpreendidos pelo reajuste absurdo para deputados e senadores, em Belém os empresários já colocaram sua proposta de aumentar a passagem de ônibus para R$ 2, 15, enchentes no Rio, São Paulo e Minas, e agora, sofremos com a notícia do desabamento de um prédio vitimando operários e moradores vizinhos.
O PSTU se solidariza com a família das vítimas operárias e de moradores da tragédia que aconteceu em Belém e se dispõem a organizar ombro a ombro a luta pela punição dos culpados.
Na crise econômica de 2008, o governo usou mais de 300 bilhões de reais para salvar as empresas, mas o governo não faz investimentos para ampliar a fiscalização contra acidentes de trabalho que está num ritmo cada vez mais acelerado e super explorado, pelo contrário, Dilma anunciou um corte em verbas sociais de 25 bilhões de reais, e podem chegar a 45 bilhões de reais a menos para saúde, educação, saneamento, etc.
Vivemos numa sociedade dominada pela ganância de lucro dos patrões, a burguesia controla os governos e os órgãos de fiscalização. O PSTU defende um governo verdadeiramente dos trabalhadores, onde as empresas e engenheiros culpados por acidentes como este tenham seus bens confiscados para indenizar as vítimas e onde as organizações dos trabalhadores possam ter autonomia para embargar obras irregulares e impedir que assassinos sigam soltos assinando projetos sem segurança.
O PSTU está na luta contra o aumento dos deputados e defende no mínimo dobrar o salário mínimo, porque isso é parte importante para evitar jornadas de trabalho aos sábados e domingos e reduziria acidentes de trabalho.



  1. 1.   QUE UMA COMISSÃO DE OPERÁRIOS E O SINDICATO POSSAM TER O PODER DE FISCALIZAR E EMBARGAR AS OBRAS IRREGULARES!
  2. 2.   CONFISCO DOS BENS DOS CULPADOS PELA TRAGÉDIA PARA INDENIZAR AS VÍTIMAS
  3. 3.   CONTRA O AUMENTO E O RITMO ACELERADO DA JORNADA DE TRABALHO!
  4. 4.   DOBRAR O SALÁRIO MÍNIMO JÁ!
  5. 5.   CONTRA O AUMENTO DOS DEPUTADOS E SENADORES!

PSTU Belém

N

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Hoje PSTU na TV!

O programa de TV do PSTU vai denunciar os verdadeiros culpados pela tragédia das chuvas e exigir medidas imediatas para resolver o problema dos atingidos. Vai propor que o salário mínimo dobre, com o mesmo reajuste que os deputados deram à presidente Dilma.

Twitaço
Logo após o programa, às 20h35 (horário de Brasília), o PSTU vai começar um twitaço contra o aumento dos deputados. Demonstre a sua revolta contra este reajuste imoral também na internet.

Participe com a tag #naoaoaumentodosdeputados. Aqui em Belém, o twitaço começa às 19h35.


PSTU na TV
20 de janeiro
20h30 (20h no rádio)
No intervalo do Jornal Nacional

19h35
Twitaço: #naoaoaumentodosdeputados

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cleber participa de Estágio de vivência em assentamento rural


Cleber Rabelo falou em nome da CSP-CONLUTAS Pará em mesa do Estágio de vivências realizado no assentamento Benedito Alves Bandeira (BAB), no Acará.


Cerca de 29 estudantes do IFPA Castanhal, UFRA de Capitão Poço e UFRA de Paragominas estão há oito dias no assentamento BAB, participando de projeto piloto de um estágio de vivência. O estágio foi organizado por professores do IFPA Castanhal e engenheiros agrônomos que participam dos movimentos sociais em parceria com a Associação do assentamento, filiada à CSP CONLUTAS.

Os estudantes ficam na casa dos agricultores convivendo com sua realidade e seu trabalho. Hoje, no oitavo dia do estágio, foi organizado um debate sobre os movimentos sociais, no qual foram convidados Cleber Rabelo da CSP CONLUTAS, Jaciara do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Concórdia do Pará, Renata Mendes da ANEL e a Associação do BAB, representada pelos companheiros Tonhão e Louro.

No debate, Cleber ressaltou a importância da organização dos trabalhadores e estudantes para as lutas do campo e da cidade. "O governo Dilma já mostrou a que veio quando promete vetar o aumento do salário mínimo mesmo que este seja aprovado no Congresso. Para os parlamentares se aumenta 10 mil no salário, para os trabalhadores o aumento é de 30 reais. Por isso, é importante fortalecer as lutas através de nossa organização. A CSP CONLUTAS e a ANEL são exemplos disso."


"Para o agronegócio, foram destinados mais de 100 milhões no ano passado, para a agricultura familiar o governo federal concedeu apenas 16 milhões. Isso mostra o que é prioridade para o governo. Quem quer plantar dendê para exportação tem financiamento. Quem quer plantar arroz e feijão para sobreviver, é ameaçado de morte, assim como nossos companheiros aqui do assentamento", disse Cleber.


Todos os companheiros e companheiras presentes no debate destacaram a importância da organização deste estágio e que os estudantes ali presentes devem aproveitar esta experiência para se dedicar à agricultura familiar, utilizando a técnica aprendida na universidade ou escola para fortalecer a luta dos agricultores.

Após o debate, todos participaram de almoço na casa dos agricultores e organizariam posteriormente a socialização do estágio, expondo seus pontos de vista, aprendizados e conclusões.Os estudantes finalizam amanhã seu estágio de vivências. 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Enchentes: Chuvas, desabrigados e mortes: luta e solidariedade de classe



Do site da CSP CONLUTAS

Diante da proporção que o estrago das chuvas vem provocando em nosso país, não é mais possível aceitar o desgastado argumento dos governantes, de que a responsabilidade é da natureza ou da população que habita “áreas impróprias”.
Cidades inteiras alagadas, mais de 500 mortes e milhares de famílias desabrigadas são a expressão mais trágica de políticas de governo que negam direitos básicos à classe trabalhadora: moradia, saneamento e falta de condições dignas de vida, entre elas, a garantia de prevenção a desastres naturais.
Segundo dados da ONG Contas Abertas, em 2010, o gasto com a reconstrução de áreas atingidas por catástrofes foi 14 vezes maior que o destinado à prevenção. E, em 2011, o valor será ainda menor, R$ 137 milhões, ou seja, 23% a menos do que em 2010. Só para se ter ideia do quanto isso é pouco, estima-se que para reconstruir os locais devastados do Rio de Janeiro serão necessários cerca de R$ 590 milhões.
Diante da tragédia, que frente aos fatos vividos em 2010 poderiam ser minimamente previstos, a presidente Dilma corre atrás do prejuízo, informando que editará medida provisória liberando R$ 700 milhões para ajudar as vítimas. Mas deixa claro que, imediatamente, serão apenas R$ 40 milhões. O restante vai ter de esperar os trâmites burocráticos e pode demorar até três meses para chegar ao seu destino.
Vale lembrar que é muito difícil controlar se de fato, o dinheiro chega à população, pois o controle não é feito pelos trabalhadores, se dá pelo próprio governo. Até hoje, após um ano, Angra dos Reis-RJ ainda não foi reconstruída.
No congresso, desde 2009, há cerca de 30 projetos para votação que potencialmente poderiam prevenir acidentes naturais, mas não saíram do papel. Realidade bastante distinta da situação dos parlamentares e membros do poder executivo que tiveram seus salários reajustados em cerca de 60% a 130%, em uma sessão que durou poucos segundos.
Seguramente, os parlamentares e as autoridades do poder executivo não necessitam viver em áreas de risco, não foram atingidos pelas chuvas e, muito menos perderam suas casas. Ganham salário muito superiores àquelas pessoas que terão de reconstruir suas vidas com um salário mínimo de R$ 540,00 - valor que, caso seja aumentado pelo congresso, poderá ser vetado pela presidente.
As tragédias assustam e impactam a população. Mas a vergonhosa maneira como o povo é tratado pelos governantes e suas ações revoltam. Há 16 anos, o PSDB governa São Paulo. Há mais quatro de anos o PMDB governa o Rio de Janeiro. Há mais de oito anos o PT governa o Brasil. Todos esses partidos tiveram tempo suficiente para conhecer, planejar e executar quaisquer obras que pudessem prevenir ou garantir estrutura para o povo.
Mas não fizeram. E não farão. Não governam para a classe trabalhadora, por isso, não investem em saneamento, não constróem moradias, não estão interessados em garantir condições de vida para a população. Governam para manter seus interesses e de seus aliados. Empenham-se em obras de grande repercussão eleitoral: Copa, Olimpíadas e a ocupação militar de favelas. E, aliás, para executá-las, não se intimidam em despejar, derrubar casas e reprimir os trabalhadores.
A luta pelo fim das mortes por ocasião das chuvas é também uma luta de nossa classe. É uma tarefa que se insurge contra os governos, mas também contra o sistema capitalista.
Exigimos a liberação imediata dos recursos para atender as vítimas; Elaboração de um plano de desapropriação compulsória de grandes áreas mantidas pela especulação imobiliária para execução de projetos de moradia popular, em parceria com entidades populares (gestão direta); política permanente de prevenção e assistência as populações em áreas de risco, com garantia de auxílio aluguel no valor adequado e moradia definitiva, na mesma região da moradia anterior; Indenização imediata das famílias atingidas pelas enchentes com perdas de vida e materiais; fim dos despejos e remoções em função da especulação imobiliária ou empreendimentos privados; criação de uma comissão de prevenção e acompanhamento de situações de risco de despejos, envolvendo secretaria de justiça, CDHU e Ouvidoria da PM.
E, junto com a luta política, nesse momento, quando milhares de trabalhadores são vítimas do descaso dos governos, se faz necessária a solidariedade de classe. Por isso, chamamos as entidades da classe trabalhadora a organizarem campanhas de solidariedade. Assim como nos mobilizamos para ajudar os haitianos trabalhadores, também vamos nos mobilizar pelos brasileiros vitimados pelas enchentes.
São Paulo dará o pontapé, no dia 18, próxima terça-feira, organizando uma reunião de várias entidades de trabalhadores para organizar a campanha. Convidamos a todos a se somarem, fazendo o mesmo em seus estados e regiões.

Ana Pagamunici, membro da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas