domingo, 9 de setembro de 2012

Cleber Rabelo faz campanha na Sacramenta e no Jardim Sevilha


Após acompanhar de perto a assembleia dos operários da construção civil, Cleber Rabelo deu continuidade as suas atividades de campanha. No final da tarde fez uma reunião no bairro da Sacramenta, na casa de um operário da construção civil, o Nazareno, também conhecido como “Cabelo de Fogo” com aproximadamente 20 pessoas. A família deste operário tem tradição de luta tendo fundado o PT no bairro. Um dos presentes fez a seguinte declaração: “Cleber, nestas eleições nós estamos tristes e ao mesmo tempo felizes. Tristes, porque é a primeira eleição que nós não vamos votar no PT, mas felizes porque nós vamos votar em ti. Porque a gente vê que as tuas propostas são aquelas defendidas no inicio pelo PT”. Na oportunidade foram realizados 16 cadastros de apoiadores.




Após a reunião a campanha de Cleber Rabelo percorreu as ruas do conjunto  Jardim Sevilha junto com a militância do PSTU. Com início às 20:00 foi feita uma panfletagem com o programa do Cleber chamando a população desse residencial para o Comício da Frente. Cleber enfatizou em sua fala, a luta que os trabalhadores da Construção Civil de Belém estão travando desde o dia 03 desse mês, e que tem por reivindicações: o aumento salarial de 16%, cesta básica, plano de saúde e liberdade de intervenção sindical.


Foi incisivo também, em sua denúncia quanto a política que a atual Prefeitura de Belém desenvolve na capital do Pará, com obras mal planejadas (a exemplo do BRT), muitas inacabadas, inexistência de uma política de moradia. Apresentou como saída para esse estado caótico instalado em Belém: a estatização do transporte público, a construção de moradias populares para os trabalhadores e ampliação das Unidades de Saúde em todos os bairros de Belém. Ao final de sua fala, a militância do PSTU gritou a palavra de ordem: “Agora vai, dá-lhe peão: é 16.123 na eleição”.



Emocionante manifestação parou Belém e unificou greve dos operários de Belém, Ananindeua, Marituba e Barcarena


Nesta quinta-feira, 06, Cleber Rabelo acordou antes do sol nascer para apoiar a greve da Construção Civil, que já havia chegado ao seu 3º dia. Este dia teve um simbolismo especial, pois marcou o início da unificação da greve da “peãozada” de Belém com a dos operários de Ananindeua, Marituba e Barcarena, três municípios próximos. A grande vitória do dia foi ter parado diversas obras que ainda não tinham aderido à greve, conseguindo assim chegar ao patamar de 97% da categoria parada. 
Após os piquetes, milhares de operários vieram para a frente do sindicato para uma assembleia e depois partir em manifestação para a sede do sindicato patronal, como forma de pressão. Nas duas atividades foi massivo o apoio à candidatura de Cleber, tendo dezenas de operários cadastrados como apoiadores e filiados ao PSTU. Muitos também levaram para suas casas cartazes, santinhos, panfletos e adesivos para divulgar em seus bairros esta candidatura socialista.
Antes da saída da passeata, um silêncio tomou os cerca de 4 mil operários assim que o diretor do sindicato, Ailson, anunciou no microfone o servente de ferreiro Cleber Rabelo para saudar o ato que se iniciava. A atenção dos operários durante a intervenção do diretor licenciado do Sindicado dos Trabalhadores da Construção Civil e candidato a vereador de Belém mostrava a confiança e respeito que ele inspira na classe.
A caminhada que parou o centro de Belém, apesar de não ter conseguido arrancar da patronal nenhuma negociação, terminou com um sentimento indescritível de vitória. Para além do simbolismo que significava ter a categoria dos operários da construção civil das 4 cidades da região metropolitana de Belém juntas na frente da sede da patronal gritando palavras de ordem, como: “Ô patronal preste atenção, está chegando o tsuname de peão!”.







O ato foi finalizado de forma muito emocionante. O comando do ato leu na íntegra o artigo http://mimcomigomesmo.blogspot.com.br/2012/09/sobre-greve-dos-trabalhadores-da.html?spref=fb) do professor universitário da UEPA Tony Leão, deixando todos emocionados, e muitos aos prantos. Enquanto as palavras do professor eram proferidas no microfone, podia-se ler no rosto de cada operário presente a dureza e o sofrimento que é ser trabalhador em nossa sociedade e ter somente a força de seus braços “para se equilibrar”, como diz o texto. Mais que isso: era um olhar de esperança, um olhar de quem está na luta e está disposto a ir até o fim.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cleber Rabelo presta solidariedade as greves na Construção Civil e no BANPARÁ


     Quarta-feira, 05/09, Cleber Rabelo como diretor licenciado do Sindicato da Construção civil em Belém, esteve presente na Assembleia Geral dos operários. Na oportunidade ressaltou a importância da categoria estar reivindicando por melhores condições de trabalho. Para ele os operários devem seguir organizados e que a sociedade compreende a luta que eles estão travando contra a patronal que paga um dos piores salários para os trabalhadores da construção civil do Brasil. 

Edmilson Rodrigues, Deputado Estadual esteve presente e saudou os operários, destacando a justeza da luta desses trabalhadores que constroem as belezas que a cidade de Belém possui, mas que ao mesmo tempo não tem acesso a moradias dignas.
Segundo Cleber Rabelo, é importante que existam mandatos que apoiem as lutas da classe trabalhadora, principalmente a greve, considerando-se que esta é uma luta legítima e momento em que se pode demonstrar para a sociedade a realidade dos operários e suas reivindicações. Nesse sentido, seguir organizados é a melhor saída para a vitória da categoria.
        


Outra greve em andamento na cidade de Belém é a dos bancários do BANPARÁ. Cleber esteve presente no ato da categoria manifestando seu apoio e a necessidade das categorias seguirem em luta por melhores condições de trabalho.
   

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Greve dos operários da construção civil em Belém!

Os operários da construção civil em Belém entraram em greve segunda-feira 03/09/2012. Na última assembleia que ocorreu no dia 09 de agosto os operários rejeitaram a proposta da patronal que ofereceu 5% de aumento aos trabalhadores. Após um mês de negociação, a última proposta foi um reajuste de apenas 7,5%.



Na pauta de negociação está: reajuste de 16% nos pisos salariais, aumento no valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cesta básica, plano de saúde, direito a delegado sindical de base, classificação e reserva de 10% de vagas para as mulheres nos canteiros de obra, licença maternidade de seis meses e a garantia de creches.
Se não bastasse, a patronal quer agora que o sindicato entre apenas uma vez por mês nas obras, uma conquista importante para a categoria já que é o momento em que se pode verificar as reais condições de trabalho a que vivem submetidos os operários; Outro absurdo é que nos acidentes de trabalho, os patrões pagam salário aos operários até que saia o beneficio do INSS. Agora eles querem que o trabalhador devolva este valor ao receber o seguro.
Dessa negociação nada avançou. A patronal se recusou a pagar a cesta básica, e não atendeu um ponto sequer da pauta específica das mulheres que entram serventes de pedreiro e muito embora se qualifiquem e exerçam trabalhos especializados, continuam classificadas como serventes.
Belém nos últimos anos teve um “boom” imobiliário. Temos o 4º metro quadrado mais caro do Brasil e contraditoriamente o pior salário para os operários que constroem essas obras milionárias. Sem contar os acidentes de trabalho, em 2012 já foram registrados 70 acidentes de trabalho e neste último domingo um operário foi encontrado morto eletrocutado.
Diante desse quadro os operários da construção civil resolveram entrar em greve e fizeram passeatas em diversos pontos da cidade de Belém. Na Av. Augusto Montenegro e para onde atualmente tem se expandido os projetos imobiliários, sendo inclusive hoje, chamada de “nova Belém”, 3.000 operários ocuparam as ruas. 


Já os trabalhadores das demais obras de Belém saíram em direção a 9 de janeiro onde fica localizado o Sindicato da Construção Civil, o que reuniu aproximadamente 5.000 operários que em passeata seguiram rumo ao sindicato da patronal negociar a pauta de reivindicações. Os empresários em reunião com a comissão de negociação disseram que mantém a proposta já divulgada, o que determinou a continuidade da greve que seguirá por tempo indeterminado.




Dois desafios a transpor

A categoria da construção civil tem dois desafios que estão combinados nesse momento: 1) realizar uma greve organizada, que pare todos os canteiros de obra e assim derrotar a intransigência da patronal; 2) eleger o primeiro operário da construção civil vereador de Belém. A classe já entendeu que a luta por aumento de salários e melhores condições de trabalho andam junto com a luta eleitoral, pois os que definem o preço dos alimentos, da passagem de ônibus, as leis trabalhistas e o que vai ser investido em cada área social, são os políticos.

            
A minha candidatura está a serviço das lutas. Não apenas da campanha salarial dos operários da construção civil, mas das lutas de todas as categorias que entram em greve por condições dignas de trabalho. O meu mandato se coloca como ponto de apoio para as mobilizações diretas de toda a classe trabalhadora, sujeitos da real mudança na sociedade. A minha candidatura está a serviço da divulgação do socialismo.